
André, aprendiz de escritor que observa o cotidiano e tenta colocá-lo em texto, morador da caótica, porém bela cidade do rio de janeiro. Alguém que prefere observar mais do que falar, que as vezes esconde a timidez com um sorriso, que por mais sincero que seja, é um sorriso de um tímido. O cara que senta de frente ao PC e escreve por horas, que "engole" livros, irônico, sarcástico, debochado e que se conquistar um amigo, vai se preocupar com ele sempre que escuta a mesma música diversas vezes universitário de psicologia dentro da casa dos 20 e longe de sair da mesma por enquanto que demonstra pouco seus sentimentos. Aquele que ainda não escolheu o estilo literário por gostar de vários, que cria uma história do meio do nada e nem sempre a conclui, que ainda acha que honestidade é algo válido e não uma coisa íncrivel que assusta ao se ver. Bem vindo ao blog.

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Distúrbio
O vestido vermelho deixava seu corpo com o nível de sensualidade exato, nem vulgar e nem casta, os cabelos soltos e loiros com a ajuda da coloração e o modo de andar como se flutuasse nas nuvens davam o toque final a transformando na Prima Dona digna de qualquer pintor. Se a inveja das outras mulheres do local tivesse algum poder ela estaria morta ali mesmo, como não têm elas desejam apenas uma quebra de salto ou uma mancha de cerveja no vestido.
No canto oposto, ele com sua calça quadriculada, a camisa com o símbolo de alguém herói e o inseparável All Star verde pouco se importava com a presença da mulher de vestido vermelho, sabia que ela era muita areia para o seu caminhão e com um ótimo senso do ridículo nem se atreveu a mexer com ela, continuou ali bebendo vodka no seu canto.
A mulher de vermelho foi se aproximando e ele só acreditou quando ela, numa atitude meio masculina, o puxou pela camisa e o beijou, o gosto era de batom, cerveja e bala de hortelã, ele gostou, os dois gostaram, o motel foi melhor ainda e ele só voltou para casa no dia seguinte.
Foi acordado às nove da manhã pelo celular toando com os cabelos desgrenhados conseguir achar o celular no quarto bagunçado era ela, queria vê-lo novamente e ele pensou onde estava a reserva feminina que aguardava o telefonema do homem. Se dirigiu ao lugar marcado, afinal ela era linda e ele, esquisito, devia agradecer a caridade dela.
Encontraram-se, ela linda como ontem e ele simplório como sempre. Engasgou com a batata frita ao ouvir o pedido:
- Quero namorar com você.
- Mas... Você nem me conhece – respondeu perplexo.
- Nos conhecemos o suficiente – virou a cabeça como uma gata pedindo comida – eu te amo, isso que importa você é meu!
- Não, peraí eu mal te conheço, só fizemos sexo.
- Então é isso! Você só queria usar meu corpo, como um objeto – começou a chorar
- Não é isso, mal nos conhecemos e você já quer namorar.
- Seu nome é José Henrique, você tem 22 anos, usa All Star desde criança mora em casa de vila, curte música japonesa, estudou no colégio Henrique de Abreu, faz faculdade de Ciências Sociais, odeia acordar cedo – disparou.
- Peraí! – gritou ao perceber que aquilo era familiar – você fuxicou o meu Orkut?
- Claro você é meu namorado! Quem é aquela Vanessa no seu Orkut? Não quero mulher no seu perfil!
- Ei, para com isso – levantou e saiu deixando ela aos prantos.
Andou com a história na cabeça, aguardou no meio-fio o sinal fechar, ele percebeu tardiamente ela correr e o empurrar para a via movimentada por carros, os olhos vermelhos de tanto chorar tinham um olhar maléfico ao vê-lo rodando por cima do carro e cair morto no chão
Tocando e dando o clima: Disturbia - Rihanna
:: Postado por
Kaworu
às
12h29 PM
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Largando a chapa
- É um menino, parabéns – disse o médico sorridente – já pensou no nome?
- Ainda não – respondeu ela chorando – pensarei depois.
- Quer ver mais?
- Não posso, bem que queria, mas preciso trabalhar – levantou, ajeitou a roupa, agradeceu ao médico e saiu.
Perambulou pelas vielas até chegar a casa, ignorou as reclamações de sua mãe – nenhuma novidade, pois ela sempre reclamava – pediu para o irmão abaixar o rádio e entrou no banheiro para tomar um banho e se trocar. O ônibus demorou a chegar, aumentando mais ainda seu atraso, ao chegar escutou o supervisor reclamando de seu atraso.
- Demorou, hein! – disse ele
- Fui fazer uma ultra hoje, sabe como é hospital público – respondeu ela.
- Marcasse em outro horário, ou desmarcasse se você engravidou a culpa é sua e não nossa, se você se atrasar de novo te boto na rua, tem muita gente querendo esse emprego.
- Já acabou? Posso trabalhar?
- Olha a falta de respeito! Odeio esse seu jeito de superior se acha melhor que os outros. Querendo cuspir essas palavras difíceis, estudando, acorda! Você é um nada e seu lugar é aqui junto com outros “nada” igual a você que são os miseráveis que trabalham aqui, agora vai trabalhar, a chapa te espera.
- Não – falou com raiva na voz.
- Não?
- A chapa não me espera hoje, estou me demitindo!
- Não precisa pedir duas vezes.
- Eu não estou pedindo, estou te avisando, e outra coisa, você tem inveja de mim, e sabe por quê? Porque diferente de você eu quero mais e não vou ficar anos fazendo hambúrguer numa chapa e sendo tratada igual a um cachorro para no máximo chegar a supervisor como você – tocou na ferida do homem sem o segundo grau completo.
Deixou de prestar atenção após o terceiro grito da mãe, o sentimento de alivio era maior que o de culpa por ter pedido demissão.
Texto curto sem muito refinamento na minha opinião, tentando mais uma vez voltar com o blog!
Tocando e dando um clima: Who knew – Pink
:: Postado por
Kaworu
às
10h24 PM
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Trechos de um livro não terminado...
Destruindo um império – cap. 2 – parte final
O pouco que Luna entendeu sobre o filme era que alguém queria destruir o mundo e um herói loiro e sem camisa faria tudo para impedir. Definitivamente a pipoca conseguia ser mais surpreendente que o filme.
- Pipoca? – disse ela para Nélio.
- Sim – respondeu sem tirar os olhos do filme.
- Filme legal esse – disse tentando ter um pouco de atenção.
- Muito – continuou sem olhar para ela.
- Eu vou ao banheiro, volto antes que ele mate cinqüenta soldados inimigos – disse com sarcasmo e sem esperar resposta.
Voltou com o filme próximo do final, o herói apanhando do vilão antes de dar meia dúzia de socos e ficar tudo bem para o mundo.
- Gostou do filme? – disse Nélio com um entusiasmo infantil – esse ator é ótimo, viu o abdômen dele?
- Vi – respondeu ela sem nem um terço do entusiasmo dele.
- Um dia o meu vai ficar assim... – a frase foi interrompida por um jato de vômito.
- Nélio – exclamou Luna – que isso? Comeu pipoca demais, tenho certeza disso.
- Foi isso mesmo, vamos embora esses babacas estão todos olhando para mim!
De manhã cedo Nélio bateu na case de Álvaro e com um sorriso triunfante disparou:
- Consegui, ela é ótima! Realmente valeu a pena esperar por isso!
- Ei rapaz, não precisava me acordar para dizer isso – respondeu Álvaro sonolento – me deixa voltar para a minha casa e você para a sua!
- Para casa? Eu vou é comemorar e beber muito hoje ainda é sábado!
- Finalmente ele conseguiu – disse a figura magrela assim que Álvaro fechou a porta.
- Garoto, pegou a mania de escutar mesmo, hein! Volta pra sua cama!
- Tomara que nada aconteça com a Luna...
- Sobe! – disse Álvaro irritado – eu também espero.... Tomara que ela tenha usado a cabeça, já que o rapaz não tem....
Destruindo um império – cap. 3 – Rio de Janeiro
A vida começava a voltar ao normal, as festas foram comemoradas sem motivo, os parentes distantes se aproximaram como abutres indo na carniça, poucos conseguiram sobreviver ao sarcasmo de Elone e a estupidez disfarçada de sinceridade de Rogério. Um pacto silencioso proibiu as palavras testamento e herança de serem ditas. Para Marli pouco mudou, o shopping abrir uma nova ala e isso a animou. Elone resolveu morar com o pai, preocupando e alegrando-o ao mesmo tempo.
- Eu fico, mas essa mulher vai me deixar em paz, não é? – Elone se referia a Marli, sua madrasta – se ela me irritar irei embora.
- Ela gosta de você – alegou Marcelo.
- De mim? Ou do dinheiro? – debochou a jovem.
- Pode não gostar dela, mas respeite o fato de eu ser casado com ela. Quer ficar aqui seja cordial, não precisa ser a rainha da simpatia, somente educada.
- Farei o possível.
- Precisamos ver alguns detalhes, como onde você vai estudar, tem algo em mente?
- Não, estamos em janeiro penso nisso depois.
- Eu acabarei pensando.
- Como quiser, posso sair?
- E falar não adiantaria? Saia tome cuidado, vá com o segurança.
- O levo se ele conseguir disfarçar, coisa que parecem não ter ensinado a nenhum deles.
- Claro que eles sabem, você que está exagerando Elone, ficou muito tempo com os pais de sua mãe e não sabe como a cidade está violenta.
- Pelo seu tom de voz mudou para pior, vou levar um deles comigo, o mais bonito ou o menos feio – falou mostrando o sorriso branco contrastando com o cabelo vermelho.
Post de retorno(acho que já disse isso) são trechos de um livro que tentei escrever, contam duas histórias diferentes a de Luna e Marcelo. Ela vive em Foz do Iguaçu e ele no Rio de janeiro, ela é uma menina simples e esperta e ele herdou uma companhia com a morte do pai, ela é infectada com o HIV pelo namorado Nélio(que é só um monte de músculos sem cérebro) e ele é traído pelo irmão e pela mulher assim que corta suas regalias.
Histórias clichês? Provável... mas humanas que mostram comportamento humanos... espero terminar um dia esse livro.
Tocando e dando o clima: Who Knew - Pink
:: Postado por
Kaworu
às
08h04 PM
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