André, aprendiz de escritor que observa o cotidiano e tenta colocá-lo em texto, morador da caótica, porém bela cidade do rio de janeiro. Alguém que prefere observar mais do que falar, que as vezes esconde a timidez com um sorriso, que por mais sincero que seja, é um sorriso de um tímido. O cara que senta de frente ao PC e escreve por horas, que "engole" livros, irônico, sarcástico, debochado e que se conquistar um amigo, vai se preocupar com ele sempre que escuta a mesma música diversas vezes universitário de psicologia dentro da casa dos 20 e longe de sair da mesma por enquanto que demonstra pouco seus sentimentos. Aquele que ainda não escolheu o estilo literário por gostar de vários, que cria uma história do meio do nada e nem sempre a conclui, que ainda acha que honestidade é algo válido e não uma coisa íncrivel que assusta ao se ver. Bem vindo ao blog.



Observações

1 - Se for copiar, dê os créditos devidos.
2 - As histórias são fictícias.
3 - Divirta-se e bem vindo!



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Lendo

E do meu meio prostituto só amores guardei ao meu charuto - Rubem Fonseca

Eu Leio

A menina do Nariz Vermelho
BareFoot
Controversy
Escritos Humanos
Histórias [Des]Conexas
In My Life
L'absurdité de la vie
Madame Lee
Nau das Lamentações
O Édipo Rei
Palavras ao vento
Pensando Arte
Quase Poema
Simples Assim...
Tudo o que eu Sinto!
Vale da Solidão


Selos




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Mudanças

 É estranho olhar para ela assim, parada, quieta olhando pra televisão e pensar que já fazem seis anos, como passaram rápido muita coisa mudou inclusive eu.

 A tão sonhada viagem pra Bahia pra conhecer meus familiares, minha avó que nunca tinha visto antes esse era o motivo da viagem, pelo menos na época acreditei que era o único, porém não era. Vinte e cinco horas de viagem e cada parada uma sensação de alivio e uma corrida para o banheiro, sempre enjoava em viagens de ônibus, imagina em uma de vinte e cinco horas. Finalmente a chegada, andar com minha próprias pernas seria ótimo depois de horas dentro de um ônibus conheci meus primos e algumas tias(que visivelmente não gostaram de mim, me acharam muito mimado e realmente eu era mesmo) os problemas começaram com a comida que eu não gostava que me enjoava demais, o medo de tudo e de todos, o jeito inconseqüente  e varias outras coisas incomodavam os parentes.

 Sai da casa da minha tia e fui pra de uma tia-avó no interior, eu adorei Ter ficado lá tinha praia por todos os lados além de patos e gansos, lá os mesmos problemas e implicâncias(eu não era santo, mas eles deveriam relevar eu tinha onze anos na época e vivia preso em casa não sabia nada da vida meu mundo se resumia em casa e escola) depois de semana lá finalmente iria conhecer minha avó estava doido para isso.

 Ao chegar lá ela chorou ao ver minha me ver não sabia que seu neto estava tão grande. Os primeiros dias lá foram perfeitos tinha tudo o que queria e brincava bem com meus primos. Depois de semanas após um pesadelo... Fui acordado para ir embora assustado e confuso pedi para ficar, porém ela foi irredutível e quis ir embora. Antes tivesse me escutado..

 A viagem para a estação foi quieta ela não falou nada e eu também fiquei quieto não queria Ter saído de lá, ao chegar na estação o silêncio já durava muito tempo e não foi interrompido.

 Comprou as passagens e sentou o ônibus só iria sair daqui a quatro horas. Tentei quebrar o silêncio, mas não tive resposta somente minha mão foi segurada com força, não sabia por que isso e com medo comecei a chorar e fui abraçado por ela que continuava calada, o lugar estranho, meio perigoso e o medo de deixa-lá sozinha fizeram eu não sair do seu lado e ao ver o primeiro ônibus levantei-me e a puxei para entrarmos nele. Peguei o ônibus errado uma viagem que demoraria trinta minutos foi feita em quatro horas tive sorte do ponto final ser o local aonde iria saltar senão iria parar em um lugar desconhecido. Ao chegar corri e gritei minhas tias que ao verem ela no chão desacordada se desesperaram e a levaram para dentro, chegando lá a tempestade de perguntas inundou meus ouvidos e acusações logo foram levantadas. Lagrimas desceram por meu rosto....

 Tive de voltar para Salvados para que ela fosse cuidada melhor e lá vi uma coisa que até hoje não esqueço: estava deitada numa maca que estava muito frio com apenas uma toalha cobrindo seu corpo somente chorei ao ver aquilo e logo fui retirado dela por um primo. E tudo se resumiu em acusações e mudanças de hospitais voltei para o Rio e ao chegar as mesmas coisas, enxurradas de perguntas, acusações de ambos os lados e uma brutal mudança dentro de mim. O menino mimado teria que fazer tudo sozinho.

 Seis anos depois olho para ela lá quieta sem poder levantar do sofá, a não ser com a ajuda de alguém e falando palavras indecifráveis e depois de varias noites de choro e de culpa, sei o que aconteceu e sem quem tem a real culpa e é isso que me deixa indignado porque quem é o verdadeiro culpado omitiu a sua culpa e culpou a mim.... seu próprio neto. Mal sabe ela que graças a essa discussão me tornei alguém melhor que não depende tanto dos outros como provavelmente iria depender se ela não tivesse tido o AVC.

  Evolui muito durante esses anos e agora vejo que há males que vem para o bem, posso parecer egoísta e um mal filho com esse pensamento mais o AVC não foi de todo mal para mim e vendo por um ponto até me auxiliou para me tornar alguém melhor...

 

 

Nota: Texto escrito no auge dos meus 16 anos e muita coisa mudou desde que o escrevi é engraçado postar um texto que é tão pessoal e pelo jeito que foi escrito parecer uma história.... Bom semana que vem publico algo novo se a faculdade deixar. E viva o postssauro!

 

Tocando e dando o clima: Cássia Eller & Renato Russo – Vento no Litoral

 

:: Postado por Kaworu às 10h21 AM
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Amor de mãe...

 Mais uma vez sem forças para resistir colocou as sacolas em cima da mesa, sem – ou tentando não – se importar com o problema da vez colocou as compras no armário, enquanto ainda tinha um, preparou um café, pensando o mesmo sobre a cafeteira, com o copo na mão bateu no quarto dela, a porta abriu e com o copo ela entrou. Sentiu saudades da época em que ela era uma criança, doce e inocente criança, quis chorar, porém, as lagrimas não vieram elas precisam descansar também. Deixou o quarto como estava – imundo – desistiu de mandar ou ela mesma limpar.

 Atendeu a campainha, viu o homem com cara e jeito de marginal invadir sua casa – novamente – perguntou sobre o paradeiro da filha dela, alegou que quando chegou a televisão tinha sumido e sua filha também, o rapaz demonstrando um lado humano surpreendentemente sincero disse:

- Ela não merece a mãe que a senhora é...

- Concordo, merecia algo melhor – disse ela e sua auto-estima baixa – eu fiz de tudo e ela só se afundou mais, a ponto de roubar coisas daqui de casa.

- Tia, isso já não é culpa minha... Ela começou a se drogar porque quis! – disse num rasgo de compreensão de discernimento – e se ela não pagar o que deve, ela morre – falou com o intuito de persuadi-la a pagar a dívida da filha – se eu fosse a senhora dava um jeito de resolver isso, senão... – deixou a conclusão obvia suspensa no ar.

- Quer café? – disse sem ter mais opção e aceitando o fato consumado – fiz agora...

- Não tia – respondeu surpreso pela pergunta – eu vou ter de levar algo de valor, senão quem morre sou eu.

- Pega qualquer coisa, menos a cafeteira, tem o rádio dela pode pegar.

 O marginal saiu e ela se tocou que teve a conversa mais esquisita de sua vida e concluiu que realmente o ser humano como dizem por ai se acostuma a tudo. O estrondo vindo do quarto anunciava a chegada dela. Preferiu não vê-la, ainda não tinha se acostumado com o estado em que ela ficava depois de se drogar.

 Com o coração em frangalhos já sabia como achá-los.

- Tia? – disse surpreso a vendo chegar – o que foi?

- Ela está em casa – as palavras saindo rasgando sua garganta – é só ir que ela está tão drogada que nem vai saber quem é você...

- Sério, “cê” não “tá” tentando me enganar não, “né”?

- Olha nos meus olhos, olhou? São os olhos de uma mãe que desistiu de tentar salvar a filha do modo mais comum e que com muita dor resolver fazer o que nenhuma mãe tem coragem, dar o paradeiro do filho para quem quer o seu mal. Agora vai, antes que eu me arrependa.

 Voltou para casa horas depois, pegou o telefone e com uma calma de quem tirou um peso dar costas e a dor de uma perda, pegou o telefone e discou:

- Alô? Alô, é da funerária?

 

Tocando e dando o clima: Keane – Somewhere only we know

 

Ganhei um selo do blog da paloma: http://eraumavezumnarizvermelho.zip.net/ 

e resolvi repassar:

Com o Prêmio Dardos se reconhece os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc, que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.

E possui três regras:
1- aceitar exibir a imagem.
2- Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.
3- Escolher 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos.

 

 

os indicados são:

 

Cris Santos - http://www.palavrasnoventilador.blogspot.com/

Júnior - http://www.valedasolidao.zip.net

Willian - http://controversy-br.blogspot.com/

Guto - http://quasepoema.zip.net/

Felipe - http://felipelimadescalco.blogspot.com/

 

:: Postado por Kaworu às 01h07 PM
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Os vaga-lumes...

 A lua destoava da escuridão que imperava naquela noite sem nuvens e nem estrelas, ele andava sem pressa, pisando com o “All Star” vermelho de cadarços pretos. Arrumou o boné e tocou a campainha da casa e aguardou até ela abrir a porta, com os cabelos meio molhados, uma camiseta branca, calça jeans e o surrado tênis que ele adora. Beijou-a de forma serena e como sempre sentiu o mundo girar sem precisar sair do lugar.

 A segurou pela mão e foram para o lugar aonde ele queria lhe fazer o pedido tão ensaiado em seu quarto. Pegaram um ônibus para chegar, andaram por vinte minutos e enfim chegaram “lá”, era um lugar alto, podia se ver a cidade e suas luzes frenéticas à esquerda e a direita se via um lago silencioso e apesar dos mosquitos o lugar era romântico. Sentaram-se na grama e olharam o horizonte, engraçado como ali sozinhos podendo fazer tudo eles preferiram ficar juntos olhando o horizonte.

 Comeu o biscoito deitado com ela recostada sobre seu peito, ele agradeceu a idéia que sua mãe teve de colocar repelente na mochila.

- Noite linda, não é Parsifal? – engraçado como ela achava que seu nome ficava bonito dito por ela.

- Concordo.

- Poderia ficar aqui para sempre – disse ela com os cabelos escondendo o rosto.

- Para sempre? Aí veríamos o dia e a noite, o dia e a noite, o dia e a noite, dia e noite... – disse balançando a cabeça.

- Viraria rotina.

- Exato! E como eu sei bem que você odeia rotina...

-Exato – repetiu o tom de voz dele – Parsifal, acho melhor a gente ir embora, ta ficando meio tarde.

 Ela tirou a cabeça do peito dele e se levantou e esticou os braços na direção dele que a segurou, a envolveu em seus braços e a beijou.

- Verônica – empostou uma voz solene – você gostaria de ser minha namorada oficialmente?

- O que você acha? Claro!

 O vento fez a sua parte fazendo as folhas voarem e os vaga-lumes se espantarem, iluminando com um tom verde a escuridão em volta dos dois. Como cena de filme romântico 

 

Tocando e dando o clima: Linkin Park - Leave out all the rest

 

:: Postado por Kaworu às 09h51 PM
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